Sou Edan Ré Dagda e sou bruxo!


O que pensam meus ancestrais sobre os bruxos da atualidade? E mais, o que os deuses pensam sobre os atuais bruxos? Para responder isso, vou falar um pouco das minhas práticas na bruxaria. Meu nome pagão é Edan Ré Dagda, tenho 16 rodas completas e sou praticante solitário de Viamão. Sou bruxo e adepto à Wicca desde 2012. Atualmente sou dedicante da Tradição Seax Wicca (uma tradição de Wicca Saxã, fundada pelo nosso elder Raymond Buckland). Conheci a Wicca através de um sonho, por assim dizer. Sonhei com a Deusa, e, com algumas palavras dEla, vim a conhecer a Wicca. Não me considero wiccaniano por ainda não ser iniciado. Em 2013 comecei a cultuar a Hekate, que é uma das divindades da qual irei dedicar o meu sacerdócio. Conhecer as personalidades da bruxaria brasileira hoje é listar importantes nomes, tais como Rosea Bellator, Claudiney Prieto, Mavesper Cy Ceredween, Lua Serena, Wagner Périco... entre tantos outros. Porém há uma bruxa, em especial, que eu admiro bastante, que é a Naelyn Wyvern, líder da Tradição Caminhos das Sombras. Falar das coisas que já aprendi acompanhando a vida pública dela é algo muito longo, mas em seus hangouts a gente pode acessar uma faísca do que essa bruxa sabe! Bajulação à parte, como bruxo "novato", por assim dizer, também sou inspirado pela Grande Deusa Mãe e pelo Grande Deus Pai, seu filho e consorte. Tenho culto à algumas divindades, tais como Hekate, Aset, Tiamat, Brigit, Dagda e Iemanjá. Estou cursando o ensino médio ainda e pretendo fazer faculdade de História (que é um dos ramos que mais me fascina na antropologia). Falar sobre bruxaria é voltar na história. Qual bruxo nunca sofreu algum tipo de deboche? É crível que pelo menos alguma vez um praticante tenha sido vítima de algo. Confesso que não sofro preconceito dos outros por ser bruxo. Mas já sofri preconceito por parte de próprios bruxos. Afinal, da Deusa também é a pluralidade. Minha mãe pratica bruxaria também e meu pai é babalorixá da Nação Cabinda. Aceitam muito bem a minha religiosidade. Como bruxo aprendi a resgatar a minha ancestralidade, que andava dispersa no mundo longo de consciência. A Wicca me possibilitou percorrer caminhos que jamais teria percorrido fora dela. Pude lidar com minhas sombras, como estou lidando. Bruxaria é autoconhecimento. Eu costumo dizer que não acredito em deuses. De fato não acredito. Assim como não acredito na Lua, no Sol, no piso, no celular... eu sei que eles existem. Eu sei que os deuses existem. Diversas vezes já me questionaram: "Edan, como você pode acreditar que é uma Deusa e um Deus e não um Deus apenas?" A resposta é fácil. Eu nasci de uma mulher, a natureza é minha mãe. E a Deusa sobreviveu por tantos anos (ela vivenciou o que se dá o nome de período da Lua Negra, que é quando não vemos a lua, mas ela continua lá). Recomendo todos lerem o Livro das Sombras da minha Tradição, que é "The Tree" de Raymond Buckland e "The Witchcraft Today" de Gerald Gardner. Se querem conteúdo sério, não hesitem em visitar o site Oficina das Bruxas, não deixem de assistir todos os vídeos da Wicca TCS no YouTube, não deixem de acessar o ask dos sacerdotes e sacerdotisas como Aileen, Aghatos, Naelyan, Mavesper, Alex, Lumina... nossa, são tantos! Lido também com outras práticas além da Wicca. Sou tarólogo e numerólogo. E também estou na minha jornada rúnica, no qual Mardöll, a mãe das runas, me ajuda bastante. Se tem algo que eu aconselharia as pessoas, seria estudar e praticar. Estudo por si só é apenas informação. Quando se une a prática e o estudo, você atinge o conhecimento. E indiferente do que tentem impor a você, busque. Busque sempre. Valorize seus ederes, afinal eles percorreram o caminho antes de você. E sem ninguém prejudicar, faça o que quiseres fazendo validar a lei tríplice!

Texto escrito pelo autor convidado Edan Ré Dagda, para a série Bruxos Atuais

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