Por que minha magia não funciona?


Parte I – A origem da magia

Antes para compreender por que a magia não funciona, temos que entender o que é a magia e onde fica sua origem. O termo mais simples de compreender o que a magia é a designação comumente aceita de que “ o poder de alterar ou criar mudanças através de sua vontade”. Esse texto não vem explanar sobre a origem cronológica, de algo como “quando os humanos começaram a usar magia”, mas sim de onde ela vem. Encontrar a fonte da magia é tão fácil quanto encontrar a localização da alma num corpo e colocá-lo num tubo de ensaio: ou seja, nada fácil, se não impossível, mas podemos citar todas as principais possíveis fontes, e através disso encontrar o ponto falho de porque alguns bruxos tem problemas com seus feitiços. Valendo lembrar que as fontes magicas podem ser múltiplas, citemos apenas para nos preparamos para a segunda parte do texto que é onde tratamos o “porquê” da questão

. O núcleo mágico do universo

Emana energia mágica que permeia tudo e todos, podendo ser moldada, direcionada, armazenada, programada, reformulada, doada, etc.

A natureza

Idem acima, valendo lembrar que a natureza como o homem primitivo conhecia, era apenas uma porção pequena de todo o cosmos. Tecnicamente , os elementos e a natureza nesse caso soariam como um filtro para as transformações da energia mágica.

As divindades

Nesse caso, eles doam conscientemente, ou inconscientemente, apenas porque essa seria um de seus atributos, onde caberia a eles doar o necessário, influenciar, negar, interferir, ou apenas dá-la, se se intrometer no uso. Noutros casos eles se intrometeriam dependendo de suas vontades que podem ser explicitas ou totalmente ocultas ao mago operante, segundo sua fé comprometimento.

O bruxo em si

O bruxo em si transformaria todas as influências e emanações da natureza, dos elementos, dos espíritos, do cosmos, da própria mente, e inumeráveis outras fontes segundo sua vontade e habilidade, convertendo essa energia dentro de si mesmo em energia mágica, para por fim utilizá-la.

Todas as opções acima, ou nenhuma delas

Há que diga que poderiam ser todas as opções acima, em frações diferentes, para cada parte ou que nenhuma delas explicaria, o que na verdade não faz tanta diferença, desde que funcione. Mas isso esbarra num problema muito comum entre os bruxos: por que certos bruxos alegam não conseguir fazer com sua magia “funcione”? Tudo isso até agora foi extremamente resumido, redundante e subjetivo, mas o objetivo é apenas lançar uma luz sobre a verdadeira questão do problema que alguns bruxos fazem: “Por que minha magia parece não funcionar”?

Parte II - Coerência e magia funcional O discípulo aplicado e seus talentos Áreas fortes e dedicação

Hoje em dia, com o advento da internet e da partilha de dados, se tornou razoavelmente fácil conseguir informações sobre os mais variados temas e costumes, isso inclui a magia. Entretanto, o descomprometimento também se tornou pandêmico, criando assim um novo grupo de pessoas, que poderiam ser até chamadas de esotéricas, mas não bruxas. Pessoas que dizem se “sentir bruxas”, mas não praticam nenhum tipo de magia, não são regidos por nenhum panteão, ou se recusar a ler sobre o assunto, e nunca se arriscaram e quaisquer artes divinatórias. Ainda sim, dizem se sentir bruxos, como que se para isso bastasse ser detentor de um estado de espírito. Isso, porém não torna ninguém realmente um mago ou bruxo. Mostra apenas que a pessoa tem interesse no assunto, e quando por vez resolve praticar o que ela acha ser magia, não obtém os resultados esperados, resultando no que pode ser chamado de “magia fraca”. Há ainda aqueles que se dizem súditos de certa divindade, mas usam somente meios de evocação genéricos, simbólicos apenas na cor e aroma, e se espantam quando devotos da mesma divindade conseguem resultados surpreendentes. Isso se deve ao fato que “devoto”, “bruxo” e ‘bruxo devoto”, são três coisas diferentes. É a questão da coerência: Devotas de Afrodite que se recusam a ter um romance, Devotos de Ares que jamais tocariam numa arma ou ficam longe de qualquer coisa que lembre arte marcial, devotos de Juno que não encontram tempo para plantar, de Bast que não suportam gatos e por assim continua. A maior parte dos bruxos é bem eclética, e comumente costuma ter um pequeno grupo de deuses que lhe é familiar, mas negligencia a conexão através de um esforço mais vigoroso, por achar complicado, cansativo ou desconfortável. Acaba inventando seus meios que lhe favorecem em comodismo, porém, ritualmente quase não tem funcionalidade. É comum a dúvida do neófito, muitas vezes se inicia só e secretamente não sabendo bem para onde olhar. Essa é a hora de afiar o senso crítico e se perguntar: Quem sou eu? O que eu quero? De quem eu gosto? O quanto eu sei sobre magia? O que é magia para mim? O quanto estou disposto a me esforçar para evoluir? O que estou disposto a fazer para realizar o ato magico em si? Que artes me atraem mais e quais realmente tenho afinidade?

Esforço não é garantia, mas evidentemente todo sucesso foi fruto de um esforço anterior. Bruxo não é obrigado a seguir uma divindade se não quiser. E bruxos que seguem essa ideologia veem a magia como transformação da energia interna e externa através da sua vontade. Tampouco um bruxo é obrigado a seguir um panteão “lacrado”, perdendo terreno por tabu, ou boatos de que tal ato é “condenável”. E quanto ao bruxo devoto a este cabe manter a conexão com a divindade regente através de processos consagrados, sérios e lúcidos. Ainda temos os seguidores ou devotos, que não são obrigados a se tornarem bruxos, apesar de assim o acharem devido a comentários infundados ou precipitados de pessoas inexperientes ou catequistas. Deve-se afiar e fortalecer a magia. E isso requer esforço, estudo e dedicação. Tanto um caco de vidro quanto uma espada são afiados e brilham, mas só um pode ser usado numa batalha.

#Autoconhecimento #Bruxaria

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Arte, Magia & Liberdade 

Criado por Lua Valentia 

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