Que se fosse pássaro, voaria


(Lembrei agora de Zoakista ZOz, com carinho. E de todos meus irmãos e irmãs do Clã dos Adeptos da Oculta Sophia, com amor.)

Que pode ser que nossas soluções não estejam aqui onde nós estamos. Que o problema possa não ser a gente, mas o próprio tempo. Se houve movimento, foi por conteúdo - Mitologias. Mas a resposta pode ser apenas plástica: não mais em total confronto, navegar os fluxos estranhos deste mundo. Houve uma época em que as circunstâncias nos forçaram a deixar de ser barquinho e nos tornar encouraçado. De repente estejamos vivendo o fim das couraças: não por coragem, mas por cansaço. Não é preciso representar sempre/ Nada é preciso qualquer hora. Largar o lastro é ficar pelado, aproveitar o sal dessa água e ver se realmente merda boia. Acreditamos que sim. Que em alma somos bando, mas no dia a dia somos homem. Um homem é apenas um homem. Que se fosse Pássaro, voaria. Existe um lugar que não é lá fora. Lá dentro, somos tudo. Mas existe um fora que não é dentro. E é lá que precisamos ir. Mas não agora. Muita calma que é tudo água. E tudo flui. Mas não é aqui. De repente talvez seja lá fora. E de repente talvez não exista mesmo. Nesta linha do espaço-tempo. Que existem outras. Vontade, é aqui que se aplica. Que como Papas, iniciados nos mistérios explanados de Éris; e como Budas, aproveitando o multiverso em cada gole, a única pergunta que fica é a que resta: É esse o tempo que eu quero ou esse tempo não é meu? Todos os tempos são nossos. Este inclusive. Então pode ser por dúvida. Pode ser por cansaço. Ou pode ser por Amor. Tanto faz/ Morena é Tudo & todos os instantes são nossos. Cada segundo em devaneio. NÓS ESTAMOS AQUI E NÃO LÁ FORA. Mil e novecentos e setenta e seis movimentos, brow: As ondas vêm, as ondas vão e nós permanecemos encarando a Esfinge no olho. Com raiva. E o sentimento não é mútuo: Nós somos a Esfinge, ela não é. Fui longe, mas continuo aqui. Poderia virar Esfinge, mas já bani Montanha: Tudo que me afasta ou parte disso. Tudo se trata de controle. Mentira. Tudo se trata de espelho. Os espelhos fora dialogando com os espelhos dentro e pra qual deles que a gente está olhando? Pra todos. Pode ser que não seja agora. Mas pode ser apenas que estejamos focando na imagem errada. Reflexos dentro de reflexos, é fácil se perder por aí. Gente muito mais foda que eu me disse o seguinte: pensa com o Corpo, o umbigo não mente. Atento a tudo, atento ao corpo / Atento a Tudo com o Corpo. O Corpo sabe. O Corpo metafórico - Morena e o Corpo físico - e não devo nada pra Zulu algum - agora. Que somos fruto de nossas trajetórias mas também somos criadores de nossas próprias escolhas: Ourobouros, ora bolas. E é aqui que a gente se encontra: Como homem que se viu homem; Como Buda dez mil anos encarando a própria Esfinge; como a Esfinge que era o próprio homem; Como as duas respostas possíveis: devorar ou ser devorado; Como as ondas que se repetem e o vento que vai embora. NÓS SOMOS EM TODOS OS NOSSOS CAMINHOS. Inclusive agora. Pode ser que dê ruim, claro. Mas acredito no meu caralho - e antes de falocêntrico, shivaísta, enfiem seus rótulos aonde for mais incômodo - e Morena, amigo... Morena é tudo e nunca me deixou faltar nada. O Universo pra mim é uma morena linda. E farta. Carne é fundamental. A Carne aqui e a Carne lá fora. São nossos ciclos, círculos e espirais que fazem de nós Singularidade em Alegria. Singularidades cômicas de suas próprias cosmogonias. Fractais. Sou feliz pra caralho e não tenho nada à temer do mundo. Temer, jamais & com trocadilhos permitidos. Demiurgo, seu velho canalha: MANDA MAIS QUE CONTINUO NO LUCRO. TUDO É PERMITIDO/ TUDO É VERDADEIRO/ TUDO É ALEGRIA. Laurent Gabriel & algumas enormidades ainda desconhecidas, escrevendo em conjunto. NÓS POR NÓS/ NÓS EM NÓS/ SEMPRE. Rio, 27/09/2016

Entre em contato com o autor: laurentgabriel@gmail.com

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