Cidade Púrpura e Magia Sexual - Especial de Halloween


Parte 8 e última da série Contos Octarinos, hipersigilo em histórias curtas, mesclando ocultismo e ficção. Parte 1: A Bolha Octarina Parte 2: Cidade Vermelha Parte 3: Cidade Laranja Parte 4: Cidade Azul Parte 5: Cidade Verde Parte 6: Cidade Negra Parte 7: Cidade Amarela É um tour pelas 8 cores da magia do caos, segundo sistematização de Peter J. Caroll. Aqui eu trago minhas elaborações pessoais a respeito desse estudo ao longo da trama. É a minha visão, que você pode ou não se identificar e adaptar às suas práticas, faça o que for melhor pra você. Se você quer entender mais sobre o assunto, recomendo os textos e livros da Penumbra Livros, o link está ao final dos textos. Espero que gostem!! A última experiência da série Contos Octarinos não poderia ter caído em dia melhor. Halloween ou Dia das Bruxas, como preferir. Minha celebração veio com o final desta etapa que representa agora um início. Vamos falar da Magia Púrpura e seus mistérios sedutores.

O relógio virou, meia noite marcou a chegada do Halloween soou. Eu sou uma verdadeira apaixonada pelas festas de Halloween, com direito a fantasia, "spooky music" e muito vinho. Eu sabia que esta seria a noite da Magia Púrpura ou Magia Sexual.

Nem precisei pensar muito pra escolher a fantasia. V de Valkíria, V de Vampira. Vou de Vampira!! Bem femme fatale. Assim mudei também meu nome, em favor da ocasião. Na mitologia nórdica, Valquírias são assistentes de Odin e uma de suas funções é escolher os guerreiros que morrerão em batalha, portanto, o significado do nome é algo como: "Aquela que escolhe os mortos" ou mesmo "Borboleta da Morte"

Criaturas vampíricas são conhecidas por serem extremamente sensuais, hipnotizantes, criaturas que exercem tal fascínio capaz de fisgar suas vítimas a se oferecerem de livre vontade em troca de prazeres sexuais e emocionais. Querem sentir o sabor mortífero que seduz e bailar com suas próprias sombras em uma luxuria narcísica.

A festa estava lotada, todo mundo fantasiado. Era uma "house party" ou HP como chamamos. Resumindo, uma festa em casa, com muita música, bebidas e gnoses. Chegando lá, eu fiz um copo e comecei a ampliar meus dons sinestésicos, queria meus sentidos aguçados pra ter uma experiência intensa. Pude perceber o lugar impregnado com energia púrpura. Minha sexualidade estava tão aflorada que a música excitava meus sentidos, me deixando num estado de êxtase delicioso.

Foi quando a música abaixo começou a tocar, me levando totalmente pra outra dimensão, a Cidade Púrpura.


Lá todos estavam alucinados em seus próprios desejos obscuros. Pulavam freneticamente ao som da música, alguns dançavam de forma bizarra. Um verdadeiro "freak show". Fui entrando num transe cada vez mais profundo, enquanto a música penetrava meu interior. A dança era um ato sexual por si só. Neste momento minha sensibilidade e percepção estavam tão aguçadas que eu podia perceber os detalhes mais subliminares, ler a linguagem corporal e oculta. Meu corpo estava calibrado para agir em uníssono com minha vontade.

Eu avistei um bruxo ao outro lado da sala, parado, observando, degustando a experiência. Observei suas microexpressões do prazer que estava além do corpóreo, era espiritual. Certamente um bruxo experiente, avançado, magnético. O roxo em todas as suas nuances, violeta, lilás, púrpura, como se estivesse fantasiado de magia. É o etéreo, espiritual, fantástico, a volúpia e sensualidade, é o tesão que corre não só nos órgaos, mas nas veias, na mente, nos sentidos. SINESTESIA! Seu toque com sabor frenético de extase, luxúria... Roxo é rir e chorar ao mesmo tempo, a perda completa dos sentidos para a entrega ao desconhecido. Ele estava caracterizado mas eu saberia que era um bruxo mesmo se não estivesse. Durante todo o tempo não houve contato físico, palavras não foram trocadas, mas estávamos amplamente conectados. A música abaixo foi como a exteriorização dos meus pensamentos, o psiquismo de uma vampira em ação.

Mirando o lobo Uivando à lua Do lado oposto Em sinfonia Sintonizo tua energia Fluímos ao climax do clima Tu mira-me na mira minha Pirada, metida a Vampira Metamorfa, tua pira Te inspira, epiderme transpira Suspiras e é o fim da Linha Aposto que os deuses nos veneram Aposto que somos deuses Aposto que os deuses querem-me Aposto que os deuses querem-nos

O contato dos nossos olhos era uma dança a distância, um show de hipnose e fascinação. Eu conduzi, porque sou dessas! Nossas energias se aproximavam, entrelaçando-se, trançadas. Prolongamos a sensação, desejo era a palavra da noite. Gostosuras ou Travessuras? Quero os dois, com catuaba, por favor. Ele desejava poder, eu desejava conhecimento. Eu queria um enigma, ele queria um brinquedo Não me entendam mal, não que eu não quisesse ser jogada contra a parede e despida ardentemente, mas antes do corpo eu queria a mente e a alma. Fizemos uma troca! Travessuras primeiro, por favor! Fiz com que a música abaixo tocasse e encantei usando a técnica aprendida com as sereias na Cidade Verde. "A Caçada" era o jogo. Não sabíamos quem era caça ou caçador, fundimos nossos pápeis na representação.


A excitação sexual se manifestou num jogo de poder, mas não estávamos disputando, pelo contrário, celebrávamos o sagrado e divino em cada um, a excitação provia de um profundo reconhecimento no outro. Uma luxúria narcísica. Suas mãos dançavam feitiços pelo meu corpo, ao longe, olhos compenetrados. Eu dançava nossa lascívia no ritmo de seus batimentos, e congelava seus pensamentos. Eramos um sigilo naquela noite. Teu semblante é divino Ah! Para uma Deusa Aposto que os Deuses Querem-nos Ver No canto de Venus Eros Eles veneram-nos O encanto mora Só na imaginação E eu quero só Pra minha composição Quero um sopro e só Do teu perfume Pra inspiração Eu encantava com a telepatia, transmitia e recebia Tesão pela alma Fez do teu corpo Ainda mais atraente Olha, como somos Lírica Fascinante! Fui para o lado de fora da casa, ele me seguiu. Uma floresta nos engoliu. Uma floresta mística. Parecia mais fazer parte do domínio da Cidade Negra. Eu experimentava metamorfose em diferentes formas.


Eu me entreguei ao Corvo Uma grande recompensa Ele estava agora em minhas entranhas Nosso laço frutificou Eis minha pequena morte e ressurreição! A Dimensão Octarina despertou!!

Foi quando eu compreendi tudo aquilo. Tudo foi criado por mim desde o inicio. A dimensão, "O", cada experiência e sincronia. Eu havia programado tudo, inclusive meu próprio esquecimento. Mas meu propósito estava além de criar uma dimensão com seres místicos. Lembrei que "O" havia pedido que eu reservasse um espaço no plano físico e nomeasse Dimensão Octarina. Isto foi feito e você pode acessá-la aqui inclusive. Entendi que deveria compartilhar estas experiências lá e mais, usar o meu poder enquanto bruxa de forma que todos pudessem ser beneficiados, agregando valor e beleza à magia. Portanto, é isso que farei.

Por fim, o que eu vi nesse estado foi uma criatura peculiar, cuja voz era sedutora e surreal. Brilhava em oito cores. A lamparina em minhas experiêcias mágicas.

Eu lhe saudei! Eu sou a Vida e a Morte

Crio e Destruo Tu, meu consorte Com sorte, sobretudo Uma só Vontade Somos

Uníssono Uni somos Ele devolveu: Sou fruto da tua vontade Nela nasço, nela morro Sou Magia Pura Octarina Em tua jornada a lamparina

Estava feito! Com certeza estava, mesmo assim, muito ainda havia de ser feito... Eu voltei para casa da festa revigorada e fui para a Dimensão Octarina de uma forma diferente, agora era muito mais fácil. Os contos lhe fizeram sorrir, preenchendo-lhe de vida. Ela quer retribuir como gratificação. Ora, dê-nos frutos, muitos frutos, minha querida! De estação em estação.

É SÓ O INICIO

Inspirado em alguns trechos do texto sobre magia púrpura (ou violeta rs) do site da Penumbra. Leia completo aqui.

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Criado por Lua Valentia 

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