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O que irá ocorrer no dia 8 de abril de 2024? Será que devemos nos preocupar?




Durante o eclipse solar total em 8 de abril de 2024, a NASA planeja lançar três sounding rockets (foguetes de sondagem) a partir de sua Wallops Flight Facility na Virgínia como parte da missão Atmospheric Perturbations around Eclipse Path (APEP) para estudar os efeitos do eclipse na atmosfera superior da Terra, especificamente na ionosfera. Os lançamentos estão agendados para 45 minutos antes, durante e 45 minutos após o pico do eclipse para examinar a resposta da ionosfera à redução da luz solar, o que impacta comunicações de rádio e satélite. Esta missão é crucial para entender e prever distúrbios na ionosfera, aprimorando a confiabilidade das comunicações globais.

O que nos chama atenção é que o nome da missão é APEP. APEP, também conhecido como Apófis, é uma figura mitológica na religião do antigo Egito, representado como uma serpente ou um dragão gigantesco. APEP é o deus do caos, da escuridão e do mal, e é conhecido por ser o inimigo jurado de Rá, o deus do Sol. Todos os dias, durante a viagem noturna do barco solar de Rá pelo submundo, APEP tentava devorar o sol, trazendo a escuridão eterna ao mundo. Essa luta diária entre Rá e APEP simbolizava a luta entre a ordem e o caos, a luz e a escuridão.

Os antigos egípcios praticavam rituais e encantamentos para ajudar Rá em sua batalha contra APEP, assegurando assim a continuação da ordem e o renascimento do sol a cada manhã. APEP era considerado uma força poderosa e destrutiva, mas que sempre era derrotada por Rá, refletindo o eterno ciclo de renovação e a perpetuação da ordem no universo.

Nomear uma missão durante um eclipse com o nome "APEP" é uma escolha fascinante e carregada de simbolismo. Na mitologia egípcia, APEP representa as forças do caos e da escuridão, eternamente em conflito com a luz e a ordem representadas por Rá, o deus do Sol. Um eclipse solar, um evento celestial em que a luz do sol é temporariamente obscurecida pela lua, pode ser visto como um momento de poderosa simbologia, quase como se APEP estivesse, de fato, engolindo o sol temporariamente.

Esta data também marca o reinício do acelerador de partículas Large Hadron Collider (LHC) que está gradualmente saindo da sua hibernação regular de inverno. As operações completas, incluindo as primeiras colisões de feixes de prótons, estão previstas para começar em 8 de abril, após todos os testes e ajustes serem finalizados, sinalizando o início do último ano do LHC em sua forma atual. Este reinício faz parte das preparações para a próxima "longa parada" no final desta temporada de medições, onde o LHC passará por atualizações significativas para se transformar no High Luminosity LHC, prometendo um aumento de dez vezes na intensidade dos feixes de prótons. Já foram construídas novas instalações no CERN em antecipação. Os principais experimentos ATLAS, ALICE e LHCb relatam a detecção dos feixes com seus detectores atualizados, incluindo o detector central VELO recém-instalado no LHCb, crucial para a prontidão dos experimentos. Após esta temporada, os experimentos se prepararão para as colisões mais intensas esperadas no HL-LHC, incluindo o ATLAS recebendo um novo detector interno. Esta atualização também necessitará de conexões de dados mais rápidas, com o Nikhef testando linhas de fibra óptica de 800 Gbit para lidar com o aumento do volume de dados.

Na mitologia grega, Atlas é um titã condenado a segurar os céus sobre seus ombros como punição por sua participação na Titanomaquia, a guerra entre os titãs e os deuses olímpicos. Segundo o mito, após a derrota dos titãs, Zeus condenou Atlas a carregar o peso do céu para sempre, impedindo-o de se unir novamente à batalha ou de descansar. Atlas é frequentemente representado na arte e na literatura como um homem forte, sustentando o céu ou um globo celeste sobre seus ombros.

A figura de Atlas simboliza resistência, força e o peso das responsabilidades. Com o tempo, a imagem de Atlas sustentando o globo terrestre se tornou comum, embora inicialmente ele fosse imaginado sustentando os céus, e não a Terra. Esse conceito evoluiu na cultura popular e na iconografia, levando ao uso frequente de sua imagem em mapas e atlas geográficos como representação do mundo.

Na mitologia e nas tradições literárias, "Alice" não se origina de uma mitologia específica, como as histórias de deuses e heróis da Grécia Antiga, Roma, ou outras culturas antigas. Em vez disso, Alice é uma personagem icônica da literatura, mais notavelmente associada a "Alice no País das Maravilhas" (Alice's Adventures in Wonderland), um livro escrito pelo autor inglês Lewis Carroll em 1865.

Alice é a jovem protagonista da história, que cai numa toca de coelho e se encontra em um mundo fantástico e surreal, povoado por criaturas peculiares e falantes. Este mundo, conhecido como o País das Maravilhas, desafia a lógica e as leis da física, apresentando enigmas, trocadilhos e uma estrutura social peculiar. Ao longo de sua aventura, Alice encontra personagens memoráveis como o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, e o Gato de Cheshire, enfrentando uma série de desafios que testam sua percepção e seu entendimento da realidade.

"Alice no País das Maravilhas" e sua sequência, "Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá" (Through the Looking-Glass, and What Alice Found There), são consideradas obras-primas da literatura de fantasia, influenciando inúmeros trabalhos artísticos, culturais e filosóficos desde sua publicação. Embora Alice não seja uma figura mitológica tradicional, sua história incorpora elementos de fantasia e aventura que a tornam tão rica e complexa quanto muitos mitos.

Conspiracionistas costumam dizer que todas as vezes em que o acelerador de partículas Large Hadron Collider (LHC) é ligado nós abrimos uma nova linha do tempo. O LHC é o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo, projetado para colidir prótons a velocidades quase luminosas. Seu principal objetivo é explorar as leis fundamentais da física, procurando entender melhor a estrutura básica do universo.

Entre os cientistas, o LHC é uma ferramenta para testar teorias da física de partículas, incluindo a verificação da existência de partículas previstas pelo Modelo Padrão, como o bóson de Higgs, a partícula de Deus, descoberto em 2012. Além disso, experimentos no LHC procuram evidências de fenômenos ainda não compreendidos, como a matéria escura e as dimensões extras.

As teorias conspiratórias que circulam em torno do LHC muitas vezes mencionam preocupações como a criação de buracos negros que poderiam engolir a Terra ou a iniciação de eventos cataclísmicos.


No meio da intriga que envolve as atividades no CERN e seu Grande Colisor de Hádrons (LHC), há um interesse notável na localização geográfica da instalação, especialmente porque se estende até a cidade francesa chamada Saint-Genus-Poilly. Esta área, historicamente referida como "Appolliacum" em latim, é rumorada ter abrigado um templo dedicado a Apolo durante os tempos romanos, acreditado pelos antigos como um portal para o submundo. Essa noção se alinha de forma intrigante com a localização do CERN, despertando conexões especulativas.

Céticos, particularmente de círculos religiosos, têm ligado essa anedota histórica a um trecho do Livro do Apocalipse (9:1-2, 11) que menciona 'Apollyon,' uma figura associada ao abismo. O trecho diz: “Foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E ele abriu o poço do abismo… E tinham sobre si um rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abaddon, mas em grego tem o nome de Apollyon.”

No entanto, é essencial esclarecer o contexto. O CERN abrange uma vasta área através das fronteiras da Suíça, França e Itália. Saint-Genus-Poilly, embora próxima ao CERN, não significa necessariamente que o LHC está situado diretamente sobre um antigo lugar do templo.


Conclusão

Em uma interessante convergência de eventos e simbolismos, encontramo-nos no que a numerologia define como o ano 8. Este número carrega consigo as energias de Plutão, o Deus do submundo na mitologia romana, associando-se profundamente a temas de morte e renascimento, bem como sucesso e prosperidade. Essas dualidades refletem a complexidade da vida e o ciclo eterno de términos e novos começos.

A presença marcante do dia 8 neste contexto, especialmente considerando a ocorrência de um eclipse solar total, o lançamento de foguetes batizados com o nome de APEP (um ser mitológico associado ao caos e à escuridão no Egito Antigo), e o reinício do Grande Colisor de Hádrons (LHC), alimenta um caldeirão de teorias da conspiração e temores generalizados. Tais eventos, ricos em simbolismo e coincidências numéricas, podem ser vistos como presságios por alguns, inspirando especulações sobre as intenções ocultas por trás deles e o impacto potencial sobre a sociedade.

Contudo, a verdadeira questão que emerge é se esse alinhamento de eventos sob o número 8 deve ser interpretado como um augúrio de desastres ou simplesmente uma coincidência intrigante? Estariam esses eventos sendo usados para instigar o medo entre a população? Ou, em uma reflexão mais profunda, talvez nada de extraordinário esteja destinado a acontecer, servindo este alinhamento como um lembrete da nossa propensão humana para buscar padrões e significados, mesmo quando confrontados com o acaso?

Enquanto navegamos por essas águas de incerteza e especulação, é importante lembrar que o significado que atribuímos aos eventos é muitas vezes um reflexo das nossas próprias perspectivas e preocupações internas. Assim, o dia 8, com todas as suas associações e acontecimentos, oferece uma oportunidade para refletir sobre as nossas crenças, esperanças e temores, e sobre como escolhemos enfrentar o desconhecido.

Através de uma lente ocultista, os eventos descritos podem ser vistos como um convite para refletir sobre as relações entre antigo e novo, mitologia e ciência, e a constante interação entre ordem e caos. O eclipse solar, a mitologia envolvendo APEP, Atlas, e Alice, e as atividades científicas no CERN podem ser interpretados como manifestações físicas de conceitos mágickos e espirituais, destacando a interconexão entre todas as coisas e a busca contínua pelo entendimento e harmonia dentro do caos do universo.











2 comentários


Lena Five
Lena Five
03 de abr.

Eu sempre fico achando que, com excessão dos nomes dos projetos, tudo não passa de grandes coincidências decididas em inúmeras longas reuniões, e que os deuses aproveitam pra dar uma forçada na barra dessas coincidências só pra tirar uma com a nossa cara. Tipo: "Ainda estamos aqui, viu? Ainda somos maiores que vocês. O que vocês vão fazer agora?".

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Paula
Paula
03 de abr.

Excelente reflexão 💜

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