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Um novo ano, um novo ordálio: encerrar para recomeçar

É hora de realizar os acertos das alianças realizadas em 2023, e também de renovar e criar novas alianças para 2024. Tenho refletido muito sobre as trocas que fazemos com o universo, creio que este seja o momento propício para escrever um pouco sobre isso, bem na ocasião em que cumpro minhas alianças, tanto no sentido de finalizar aquelas que foram concretizadas, quanto no sentido de criar novas alianças para o ano que se inicia. Dedico este texto aos servidores do sistema Specular, que tanto fizeram e fazem por mim nesta jornada.

A virada de um novo ano traz uma atmosfera de renovação que envolve tudo. Um portal que nos transporta para a promessa de um novo começo, um novo mundo. A mudança de calendário traz consigo a oportunidade de refletir sobre as experiências passadas, os desafios superados e as lições aprendidas. Trata-se de uma observação importante lembrar que a mudança de ano, apesar de ser uma convenção social amplamente celebrada, é, de fato, um marco artificial no tempo. O calendário que usamos é uma construção humana, e o conceito de anos, meses e dias é uma maneira que desenvolvemos para entender e organizar a passagem do tempo. Esses eventos marcantes, como a virada do ano, têm significado principalmente devido à carga simbólica e cultural associada a eles. São oportunidades coletivas para reflexão, renovação e definição de intenções para o futuro. A força mental e emocional por trás desses rituais é poderosa, pois cria um senso compartilhado de recomeço e promove a ideia de que, de forma coletiva ou individualmente, podemos nos mover em direção a um futuro melhor.

Essa consciência da arbitrariedade do calendário não diminui a importância desses momentos para muitas pessoas. Mesmo que o tempo seja uma construção humana, a experiência do tempo é profundamente real em nossas vidas. Celebrações como a virada do ano servem como âncoras emocionais, conectando-nos a algo maior que transcende a mera contagem de dias. Essa perspectiva também destaca a relatividade do tempo e como ele é percebido de maneira diferente por diferentes culturas e indivíduos. Independentemente da natureza artificial da mudança de ano, ela continua sendo uma oportunidade para a humanidade se unir, refletir sobre o passado e antecipar o futuro com esperança e determinação.

É como folhear as páginas de um livro, onde cada capítulo representa um mês vivido, com seus altos e baixos, suas alegrias e tristezas. O "novo mundo" que se anuncia não é apenas uma mudança externa, mas também uma transformação interna. É a oportunidade de definir novos objetivos, estabelecer metas inspiradoras e abraçar uma mentalidade de crescimento. As resoluções de ano novo são como sementes plantadas no solo fértil do futuro, prontas para germinar e florescer. Esse período marca não apenas o fim de um ciclo, mas o início de outro. É como se a natureza, em sintonia conosco, nos desse uma chance renovada. As celebrações, os fogos de artifício (não solte fogos!) e os abraços calorosos são expressões externas da energia vibrante que permeia esse momento. Cada pessoa abraça o novo ano de maneira única. Alguns o encaram com entusiasmo e otimismo, ansiosos para explorar oportunidades desconhecidas. Outros podem abordá-lo com cautela, refletindo sobre as resoluções que desejam tomar. Independentemente da abordagem, há uma sensação coletiva de recomeço, de possibilidades infinitas.

A expressão "novo mundo" frequentemente evoca imagens de mudanças externas e revoluções tangíveis. No entanto, a verdadeira essência desse conceito transcende as transformações visíveis, estendendo-se profundamente para dentro da psique humana. O advento de um "novo mundo" não é apenas uma reformulação das estruturas sociais ou tecnológicas, mas uma metamorfose interna que redefine a forma como percebemos e interagimos com a realidade. A transformação interna está intrinsecamente ligada à evolução da consciência individual e coletiva. É uma jornada que se desenrola nas paisagens da mente, nas emoções, nas crenças arraigadas e nos paradigmas fundamentais. À medida que a consciência se expande, novas perspectivas emergem, lançando luz sobre aspectos previamente obscurecidos da experiência humana.

Esse processo interno implica uma revisão profunda de valores, prioridades e relações com o mundo ao nosso redor. A aceitação de uma consciência mais elevada traz consigo a responsabilidade de questionar as normas existentes, desafiando paradigmas obsoletos e buscando um entendimento mais profundo de nosso propósito. A mudança interna também está intrinsecamente ligada à nossa capacidade de adaptação e resiliência. Diante das incertezas do mundo, a habilidade de se ajustar internamente, de cultivar a calma no caos e de abraçar a incerteza torna-se crucial. É uma jornada para transcender o medo, apegos e ilusões que limitam nosso potencial. A transformação interna, contudo, não é uma jornada solitária. Ela se desdobra em paralelo com a transformação coletiva. À medida em que indivíduos despertam para uma consciência mais elevada, essa expansão pode reverberar nas estruturas sociais, contribuindo para a criação de uma sociedade mais compassiva, equitativa e centrada na consciência.

A noção convencional de criação do mundo muitas vezes está ancorada em mitos e narrativas religiosas, retratando eventos singulares e distantes. No entanto, é possível dizer que a criação do mundo é um processo contínuo e dinâmico, desdobrando-se a cada momento em que as realidades individuais se entrelaçam para dar origem à pulsante continuidade da existência. A premissa subjacente a essa visão é a compreensão de que cada indivíduo é um criador ativo da realidade que experimenta, como um fenômeno constante, impulsionado pelas percepções, intenções e interações de cada indivíduo.

Nesse contexto, a união das realidades individuais não é apenas um encontro casual, mas um intrincado entrelaçamento de narrativas, sonhos, desejos e experiências. Cada mente é um ponto de partida para a construção do mundo, contribuindo com sua própria tonalidade à sinfonia coletiva da existência. O pulsar da continuidade refere-se à incessante evolução da realidade. Um eco do passado, um diálogo do presente e um prelúdio para o futuro, tudo entrelaçado em um fluxo harmonioso. Cada escolha, pensamento ou sentimento reverbera através do tecido do cosmos, influenciando não apenas a experiência individual, mas também moldando a tessitura coletiva da realidade compartilhada. O poder dessa concepção reside na responsabilidade que ela impõe a cada indivíduo. Se somos os arquitetos ativos do mundo, cada ação ganha um significado ampliado. Cada interação é uma contribuição para a trama intrincada da existência compartilhada. Que termina por determinar o que chamamos de "realidade", impactando profundamente todas as existências contidas em seu horizonte de eventos. Cada batida do coração, cada pensamento, cada momento de conexão é um ato de criação que sustenta a trama cósmica.

A determinação é como uma força inerente, uma chama que arde continuamente, moldando cada momento das existências submetidas a ela. Cada instante da criação, seja consciente ou inconsciente, é permeado por essa qualidade intrépida que impulsiona a dar forma ao que chamamos de destino. A determinação não é uma presença ocasional; é uma companheira constante, guiando as escolhas, influenciando as ações e desempenhando um papel vital na criação dos caminhos. Ela se manifesta não apenas nos grandes feitos, mas também nos pequenos passos dados diariamente em direção aos objetivos individuais, sejam eles quais forem. Somos determinados a cada vez que fazemos uma escolha, a cada momento em que decidimos persistir apesar dos desafios. É a força que nos leva a superar obstáculos, a aprender com fracassos e a transformar cada revés em uma oportunidade de crescimento. Contudo, essa mesma determinação que nos liberta pode, paradoxalmente, nos aprisionar.

A busca incessante pela forma, pelo encaixe perfeito dos nossos desejos, sonhos e identidade, pode se tornar uma armadilha sutil. Criamos estruturas, definimos contornos, e, gradualmente, essas formas que escolhemos para nossas vidas podem se tornar prisões. A rigidez das expectativas, o medo de sair dos limites que podemos impor a nós mesmos, tudo isso pode transformar a determinação que nos impulsiona em correntes invisíveis. Ao nos tornarmos vítimas da nossa própria determinação, corremos o risco de perder a flexibilidade, a capacidade de adaptação e a abertura para o inesperado. A forma que escolhemos pode, com o tempo, sufocar a espontaneidade e a criatividade que nos permite avançar.

A verdadeira maestria está em equilibrar a determinação com a flexibilidade, em reconhecer que a vida é fluida, cheia de mudanças e surpresas. Em vez de nos tornarmos prisioneiros de nossas próprias formas, devemos ser os arquitetos conscientes de nossas escolhas, capazes de ajustar, expandir e reinventar constantemente as estruturas que escolhemos para nossas vidas. A verdadeira liberdade está em saber quando quebrar as formas que criamos, permitindo que a vida flua naturalmente, sem as restrições que nós mesmos impusemos.

A determinação é a energia que permeia a criação pessoal. Quando alinhamos nossas ações com metas e aspirações, é a determinação que nos sustenta. Ela nos impele a manter o foco, a trabalhar arduamente e a não desistir diante das adversidades. Essa qualidade não é apenas uma resposta ao mundo externo, mas também uma força interna que nos capacita a influenciar nossa própria realidade. Somos determinantes na forma como moldamos nossas percepções, enfrentamos desafios e respondemos às mudanças. Em cada escolha que fazemos, também estamos esculpindo o horizonte de nossa causalidade. A determinação é o cinzel que esculpe nossa jornada, definindo quem somos e quem aspiramos ser. Ao reconhecermos essa qualidade como uma presença constante, podemos conscientemente direcionar sua energia para a criação de uma vida alinhada com nossos valores mais profundos. A cada instante da criação, somos determinados e, ao mesmo tempo, determinantes.

Por inúmeras razões, podemos dizer que a existência humana é profundamente entrelaçada com a teia complexa da causalidade. Cada momento, cada escolha, cada evento precede e sucede em uma sucessão interminável de relações de causa e efeito. Estamos, de certa forma, determinados por essa intrincada tapeçaria de circunstâncias e decisões que moldaram nossa jornada até este exato ponto no tempo e espaço. Nossas origens, ambiente, experiências passadas e escolhas anteriores convergem para criar a realidade que vivemos agora. Somos, em grande parte, resultado das forças que atuaram sobre nós e das escolhas que fizemos em resposta a essas forças. No entanto, essa determinação não é uma corrente inquebrável; e pode ser mais diretamente associada a uma dança constante entre o que nos aconteceu e como respondemos a isso.

Obviamente, reconhecer esta determinação não é sucumbir a um destino predeterminado, mas sim expandir as diversas possibilidades de acesso às linhas causais que nos trouxeram até aqui. É uma constatação de que somos produtos do passado, e também artífices do nosso futuro, desde que estejamos conscientes do presente que nos cerca. Em cada momento, mesmo quando confrontados com a causalidade, carregamos a capacidade de escolha, de moldar ativamente a narrativa da nossa existência. Essa consciência da determinação não nos limita; ela nos liberta para explorar a complexidade e a riqueza da existência. Estamos, de fato, ancorados por uma série de eventos passados, mas, ao mesmo tempo, somos capazes de transcender essas âncoras por meio das nossas decisões no presente. O equilíbrio entre reconhecer a determinação e exercer a liberdade de escolha define a dinâmica fascinante da experiência humana. A dificuldade em manter a própria vontade que se constitui por meio dessa relação de determinação é uma jornada intrincada, cuja complexidade se acentua na tentativa de forjar um novo caminho, um novo fluxo na corrente da existência. Este desafio, muitas vezes árduo, encontra suas raízes em diversas facetas da experiência humana.

Em primeiro lugar, a resistência se origina na familiaridade do status quo. A vida cotidiana, muitas vezes, se desenrola em padrões estabelecidos, em rotinas que oferecem uma sensação de segurança e ordem. Sustentar a própria vontade significa confrontar a complacência desses padrões familiares, demandando uma coragem considerável para desviar-se do conforto conhecido. Além disso, a pressão externa exerce sua influência. Expectativas sociais, normas culturais e até mesmo opiniões alheias formam uma espécie de correnteza coletiva, puxando indivíduos de volta para um fluxo compartilhado. Assim, a busca pela própria vontade muitas vezes implica em enfrentar não apenas desafios internos, mas também resistências externas. Adicionalmente, a criação de um novo fluxo envolve a quebra de hábitos arraigados. A psicologia humana é tal que, mesmo quando o desejo de mudança é forte, a adaptação a novos comportamentos e a manutenção dessa mudança exigem uma energia mental significativa. Sustentar a própria vontade e criar um novo fluxo na existência é um ato de equilíbrio delicado entre desafiar o familiar, resistir à pressão externa e superar hábitos profundamente enraizados.

Nesse processo desafiador, muitas vezes encontramos não apenas a resistência do mundo ao nosso redor, mas também nossas próprias batalhas internas, moldando assim a complexa dança da autodeterminação. Na vastidão do universo, a corrente coletiva de manifestação não é sensível às vontades individuais, movendo-se indiferente a anseios pessoais. É uma dança cósmica, uma coreografia universal na qual cada pensamento, cada intenção, cada evento é apenas uma nota na sinfonia infinita da existência. A corrente de manifestação é impessoal, uma força que transcende o eu individual. Nela, não há preocupação com desejos individuais, não há negociações com aspirações pessoais. Fluida e alheia às narrativas humanas.

Esse descompromisso com a vontade individual pode ser tanto libertador quanto desafiador. Por um lado, permite a espontaneidade e a surpresa, trazendo à tona eventos e experiências que não poderíamos prever ou planejar. Por outro lado, essa indiferença pode ser percebida como uma falta de controle, uma sensação de flutuar à deriva em um rio cósmico. Nessa dança impessoal, somos convidados a encontrar nosso papel não como mestres da corrente, mas como dançarinos. Podemos aprender a mover-nos com graciosidade, a encontrar beleza na imprevisibilidade, a apreciar a complexidade da manifestação que se desdobra à nossa volta. Ao aceitar a natureza impessoal da corrente de manifestação, talvez possamos descobrir uma forma de parceria. Em vez de resistir ou tentar controlar, podemos aprender a fluir com essa corrente, a encontrar nosso ritmo único na sinfonia cósmica.

Considero que o papel das alianças com servidores mágicos esteja em um dos patamares mais centrais para uma participação efetiva nos movimentos de enfrentamento e superação do fluxo da realidade cristalizada. Dentro do vasto repertório da prática mágica, um servidor mágico emerge como uma ferramenta multifacetada, desempenhando o papel tanto de bússola quanto de âncora nas intricadas danças do cosmos. Isso constitui uma grande vantagem, já que permite uma sustentação mais efetiva de uma faceta em particular a ser manifesta, fazendo com que a minha intenção possa se manifestar como uma persona. Isso constitui, inclusive, uma quebra dos papéis representados na realidade a ser superada, visto que o servidor mágico ocupa exatamente o lugar limítrofe entre o que pode ou não ser conquistado.

O servidor mágico, como uma criação do praticante, muitas vezes ocupa uma posição extrema entre o possível e o impossível, o alcançável e o inatingível. Frequentemente projetado para realizar desejos aparentemente impossíveis, desafia as barreiras mentais do praticante que, ao criar algo destinado a alcançar o que a mente considera impossível, e isso pode incluir o medo do fracasso, o medo do desconhecido ou o medo de desafiar normas estabelecidas, colocando o magista em um espaço mental de expansão e transcendência. Por sua vez, o praticante desafia suas próprias concepções de realidade. Isso envolve questionar o que é possível, desafiando as crenças arraigadas sobre o que pode ser alcançado por meios mágicos, sendo estimulado pelo servidor a operar no limiar do conhecido e desconhecido, levando o praticante a explorar territórios inexplorados. Ao se aventurar nas fronteiras da compreensão, o praticante pode descobrir novas facetas de si mesmo e do mundo.

Neste sentido, a posição limítrofe do servidor também destaca a natureza dual da existência, e acaba por se infiltrar de forma eficiente na interseção entre o consciente e o inconsciente, o visível e o invisível. Superar os limites nesse contexto envolve integrar essas dualidades, encontrando harmonia nas contradições, sendo convidado a pensar fora da caixa, a questionar as normas estabelecidas, e a explorar possibilidades que podem ter sido anteriormente desconsideradas. A magia muitas vezes coexiste com a incerteza. Superar limites no contexto mágico requer uma disposição para abraçar o desconhecido e permitir que o processo se desenrole sem a necessidade de controle absoluto.

Um servidor mágico, por exemplo, pode ser a bússola que aponta na direção das intenções e objetivos estabelecidos pelo praticante. Em algumas tradições, servidores mágicos são vistos como canais para entidades divinas ou energias cósmicas, que atuam exatamente como intermediários entre o praticante e o sagrado, oferecendo uma via tangível para a comunicação e a colaboração mística. Ele serve como um guia interior, uma referência simbólica que auxilia na navegação através dos reinos do inconsciente e na articulação de desejos pessoais. Ao moldar e alimentar um servidor com intenções específicas, o praticante cria um ponto focal para sua energia e intenção. Esse servidor torna-se uma bússola energética, atraindo e direcionando forças cósmicas de acordo com a vontade do praticante. Além disso, em meio à volatilidade da prática mágica, um servidor pode ser uma âncora que proporciona estabilidade, servindo como um ponto fixo, permitindo que o praticante se concentre e mantenha uma conexão constante com suas intenções, mesmo diante das flutuações do ambiente mágico. Ao investir energia em um objeto ou símbolo específico, o praticante busca concretizar suas intenções. O servidor torna-se um ponto de referência tangível para o foco mágico, transformando intenções abstratas em algo palpável e observável. Na quebra do fluxo, desejos e intenções podem entrar em conflito com forças relacionadas à causalidade, o servidor pode atuar como uma resistência mágica, sustentando a vontade do praticante, e oferecendo uma presença constante que não se deixa dissipar nas correntes imprevisíveis, por ser uma intenção intensamente verticalizada.

A afirmação de que um servidor mágico age a partir da própria existência do praticante é uma declaração poderosa que mergulha nas profundezas da conexão íntima entre o mago e suas criações mágicas. Um servidor mágico não é apenas um instrumento inanimado; é um espelho mágico que também reflete a alma do praticante. Cada comando, cada símbolo é uma extensão da própria existência do mago. O servidor se torna, assim, uma manifestação tangível da jornada espiritual e emocional do praticante. Creio que uma tarefa fundamental de todo praticante de magia do caos (embora isso também se aplique a qualquer mecanismo relacionado à magia!), resida no autoconhecimento, pois toda a eficiência do servidor mágico me parece estar atrelada a efetividade com que o magista é capaz de tornar clara sua intenção, sobretudo, para si mesmo. A eficácia do servidor está diretamente ligada à intensidade da vontade do mago. Cada comando emitido é carregado com a energia vital do praticante, transformando o servidor em uma extensão dinâmica de sua vontade. A força por trás de cada ato mágico reside na determinação pessoal. Criar e alimentar um servidor não é apenas um processo de manipulação de símbolos; é uma infusão consciente de energia vital. Cada traço, cada comando é impregnado com a consciência e vitalidade do mago, tornando o servidor uma entidade animada pela própria essência de quem o criou.

Um servidor mágico não é estático; é um organismo mágico em constante evolução. À medida que o praticante cresce e se transforma, o servidor reflete essas mudanças. Cada fase da jornada do mago deixará uma marca distinta nos servidores com os quais tem contato, testemunhando seu progresso e seu desenvolvimento pessoal. A habilidade de moldar realidades mágicas traz consigo uma responsabilidade única. O praticante, ao agir por meio do servidor, torna-se um co-criador ativo de sua própria existência mágica. Cada gesto é uma escrita na narrativa sutil da realidade que o cerca, uma afirmação contínua de sua identidade mágica. Esta me parece ser uma das formas mais verdadeiras de entrelaçar a arte e a vida cotidiana com a magia, transformando a existência em um feitiço contínuo, tecido pela vontade e pela essência do praticante.

Em outros termos, podemos dizer que um servidor mágico atua como um amplificador das habilidades inerentes ao praticante. Não substitui, mas eleva a execução dos atos mágicos. Ele potencializa as intenções e os feitiços que o mago já seria capaz de realizar, tornando cada ato mais impactante e eficaz. Ao criar um servidor, o mago projeta suas habilidades, desejos e intenções. O servidor reflete, portanto, a capacidade interna do praticante. Em vez de introduzir algo estranho, deve funcionar como um espelho mágico que aumenta a imagem do próprio poder do mago.

Neste sentido, a ideia de pagar ao servidor como um ato de encerramento evoca uma série de significados simbólicos e práticos na prática mágica. O ato de pagamento representa uma troca energética consciente. Ao oferecer algo em retorno, seja simbólico ou material, o praticante está reconhecendo a energia e o trabalho investidos na criação e manutenção do servidor. Essa troca energética é fundamental para selar a transação mágica. O "pagamento", por assim dizer, funciona como um marcador de encerramento de ciclos. Ao pagar ao servidor, o praticante está sinalizando o término de uma fase específica da prática. Isso é especialmente significativo em rituais que envolvem a manifestação de desejos ou resultados específicos. Isso também pode ser visto como uma liberação de energia para o servidor. É como liberar uma entidade ou uma força mágica para realizar o seu propósito. Essa liberação é uma forma de permitir que o servidor cumpra sua função sem apegos desnecessários. O que também pode ser considerado como o fechamento de um ciclo de manifestação. Representa o reconhecimento de que o pedido foi feito, a magia foi lançada, e agora é hora de permitir que o processo siga seu curso. É como colocar a carta no correio e confiar que ela chegará ao destinatário. Um ato consciente que envia uma mensagem clara de que a transação mágica foi concluída e que o praticante está pronto para receber os resultados desejados.

Em suma, qualquer troca, seja ela de energia, tempo ou recursos materiais, mantém o equilíbrio mágico. O pagamento é uma forma de garantir que não haja desequilíbrio energético na interação com o servidor, além de ser uma manifestação de respeito pela energia manifesta e pela própria intenção que você desejou manifestar. Vale lembrar que um contrato ou uma aliança mágica, fundamentalmente, será um compromisso assumido consigo mesmo, e não cumprir o que se propõe a fazer é apenas mais um gatilho para os desvios de costume, como ideias de fracasso, incapacidade, crenças limitantes, etc. A realização do pagamento é o reconhecimento do papel de um servidor na jornada mágica, demonstrando o seu compromisso interno e respeitoso com todo o processo que você se propôs a realizar.



Choyofaque!!


SuiralucivalcodoM


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