Minhas experiências com a bruxaria, por Angélica Freitas

 

O meu nome mágico é Lena, tenho 21 anos e vivo no Funchal. Um dia antes de completar 18 anos, comecei a estudar Wicca. O chamamento já tinha acontecido meses antes, porém não me interessei. Algumas coisas já se tinham passado, mas pensei que eram coisas da minha cabeça e não dei importância. Deixei de lado tudo isso, nem pensei ou refleti sobre o assunto. Naquela época a minha vida estava turbulenta. Andava tão feliz, mas repente um avô acaba por falecer e semanas depois uma avó. Não sabia como lidar com a morte dos meus parentes. Ao vê-los morrer, tive medo de morrer. Ao analisar aquela época, fui depois do falecimento dos meus parentes que tudo começou e uma coisa acabou levando a outra. 
Ouvi uma voz chamando-me nas escadas da escola, não tinha ninguém lá, pensei que estivesse alguém por perto a falando alto e confundisse com alguém a chamar-me. Chegando a casa decidi arrumar o quarto. Quando estava a varrer a minha mãe disse algo que não me lembro, mas recordo que a mesma voz, uma voz feminina de alguém jovem, teria repetido palavra por palavra do que a minha mãe havia terminado de dizer. Aquela voz repetiu num tom irônico. Nesse momento olhei logo para a tv, porém era um homem em uma publicidade que estava a falar, congelei. Deveria ter ficado branca. As únicas pessoas que estavam na casa era eu e a minha mãe, não tenho vizinhos. Se a voz não veio da televisão veio de onde aquela a voz feminina? Noites mais tarde acordo com essa mesma voz rindo atrás da minha porta. E o mesmo se repeti-o por varias noites. Comentei com o meu namorado daquela época sobre o ocorrido, fui então que ele me falou que usava incenso em casa, não pensei duas vezes e comprai um incenso para afastar os maus espíritos depois disto nunca mais ouvi aquela voz. 
Os dias se passaram e não dei importância, até que nas férias da pascoa sem nada para fazer recordei do ocorrido. Pensei e se pesquisasse sobre bruxas ou algo do género talvez possa saber o que era aquela voz ou aquela coisa. Nas primeiras pesquisas entro num blog de Wicca e fiquei por lá revirando e lendo tudo. Li o conteúdo tudo daquele blog, isso fui um dia antes de completar 18 anos. Nos dias que se seguiram fui lendo outros blogs, livros em pdf. Duas semanas depois no dia 4 de Abril de 2013 criei e postei o meu primeiro post no blog. Utilizei a plataforma do blogger, o layout era o básico sendo que no ano passado mudei o blog para o wordpress.org e adquiri um domínio próprio. Também alterei o nome do blog para Charming Wiccan. Existem vários blogs que gosto, muito bons como a Oficina das Bruxas, Lia Valentia, Gato Místico, Oldreligion e entre outros. 


Eu não me considero bruxa, apesar de praticar bruxaria. Para mim, uma bruxa é uma pessoa muito sábia com décadas de experiência. Não é a toa que retratam as bruxas com a cara enrugada. Como nós vemos a Deusa Crone como uma velha com grande sabedoria e conhecimento também vemos uma bruxa “velha”. 
Nos dias atuais eu estudo e pratico Wicca. Não tenho uma Deusa preferida nem sigo um panteão. Gosto de vários Deuses de panteões diferentes. Ao longo desta minha caminhada li vários livros um deles do qual gostei sendo o mais velhinho, é “O Encanto do Mundo das Fadas, Comunicando-se com os Elementais e os Espíritos da Natureza” de Ted Andrews. A única pessoa que sabe é a minha mãe que não aprova a restante família não sabe até porque está distante.
Muitos pensam que toda Bruxa é Wiccana, mas não é verdade. Nem toda a Bruxa é Wiccana e nem toda Wiccana é Bruxa. Desde que Gereald Gardner laçou os seus primeiros livros sobre Wicca que ao passar das décadas virou modinha ser Bruxa. Hoje na internet, nas livrarias estão cheias de conteúdo relacionado á bruxaria e nem tudo é verdade. É preocupante ver pessoas se dizerem bruxas e não terem noção das coisas mais básicas. E pior fazer rituais e feitiços sem saber para que cada ingrediente serve e o seu significado. Alguns brincam de bruxos e dão-se mal, outros desrespeitam a arte. 
Para aqueles que começaram as suas práticas aconselho a irem com calma, não esperarem que as coisas aconteçam de um dia ao outro. As coisas levam tempo, há que ter muita paciência e ter a certeza de que realmente é isso que quer para o resto da vida. Há que refletir muito sobre o assunto. 
 

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