Assinaturas mágicas: faça a sua!

 Vocês conhecem assinaturas mágicas, ou assinatura de bruxo? Bom é provável que algumas pessoas já as usem e nem saibam, mas antes para entender melhor, precisamos entender o que é assinatura, sigilo e como a união dos dois produz a “assinatura mágica” e como ela pode influenciar seus feitiços e trabalhos mágicos.

 

Antes de mais nada, assim como a assinatura convencional, a assinatura de bruxo atesta a confiabilidade, veracidade, funcionalidade, autenticidade e até propriedade de um texto, ou outra obra qualquer, mas apenas de forma documental: sua assinatura de bruxo, é como um pouco de sua presença funcional sobre um texto ou obra, podendo assim dizer, que a assinatura tem funcionalidade autônoma e mágica.

 

Quanto ao sigilo, ele é um tipo de encantamento geralmente pictórico, que foi sintetizado a partir de um desejo (por exemplo), e depois de pronto ele age no inconsciente, ou ligando o inconsciente ao consciente (o que é uma tarefa difícil), para a realização de um intento específico.

 

Agora que sabem o que é, é hora do como. A assinatura mágica é criada com um amontoado de símbolos e traços, figuras e o que o bruxo achar necessário para simbolizá-lo sempre. Sendo assim, a assinatura de bruxo é algo extremamente pessoal, e conta como um “feitiço de autoridade” ligando o texto ou obra ao bruxo operante.

 

Apesar de ser apenas uma assinatura, criá-la pode levar semanas, por um detalhe muito importante: é necessário que se conheça uma coisa, mais até do que magia: a si mesmo.

 

Esses são os passos que recomendo:

 

Coleta de dados (sobre si mesmo, seu estilo de magia, suas divindades, etc.) Adição de dados consultados (nem sempre conhecemos simbologia, é bom consultar livro e net)

 

Rascunho: faça quantos quiser, e adicione o maior numero de símbolos que estejam ligados a você.

 

Sintetização: hora de se decidir como tudo se ligará, o visual, a força que estará ligada a sua assinatura. 

 

Elaboração final: remova os excessos, simplifique para que “assinar” não tome muito de seu tempo. Lembre-se que as assinaturas (mesmo as mágicas) não são grandes, e se encher demais de detalhes, terá problemas para reproduzi-la.

Exemplo prático:

 

A pequena bruxa “Amanda” é uma jovem amorosa e sonhadora, que vive fazendo feitiços doces e agradáveis a seus amigos. Ela adora fazer monogramas com a letra “A” do seu nome, adora o símbolo da estrela cadente, desenha corações em seu caderno escolar. Não gosta muito do próprio signo, por algum motivo, mas adora os dos pais, (câncer e virgem), e usa influências de Vênus em tudo que pode. O número de seu nome é 5. Bom com base nesse pequeno compilado da fictícia Amanda, ela resolve criar uma assinatura, desenhando num papel aleatoriamente tudo que é de seu interesse. O resultado inicial é um emaranhado de símbolos desconexos. Agora com base nos dados coletados, ela começa a criar um rascunho mais organizado:

Ela resolve então ficar com o terceiro esboço, e no decorrer dos estudos descobre que a letra “A” em grego é o “alpha”, utilizado para simbolizar a “criação”, que ela acaba aderindo e adicionando ao contexto.

Amanda não é boa desenhista, ou tem boa caligrafia, mas sabe usar “auto formas” do programa “word”. Com ajuda do programa (e um pouco de paciência) ela sintetiza a versão final, já que hoje em dia, os bruxos estão bem mais modernos, tendo até mesmo grimórios virtuais. Agora ela pode consagrar sua assinatura, com o ritual de sua preferência, e usá-la inclusive no meio digital .

Importante: muitas vezes se pensa que a assinatura fica pronta em cinco minutos, mas acaba levando um mês. Criar uma dessas assinaturas é fazer uma viagem ao próprio interior em busca das nuances mais marcantes da própria alma e de sua magia. 

 

Veja como a assinatura da amanda ficaria em seu grimório: 

 

 

 

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