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Encontrei Lua Valentia no aniversário da Ronda + Ordem Specula no Carmilla 2026


Em setembro de 2025, o mundo digital estava repleto por uma trend de inteligência artificial que fundia nossas imagens com ídolos distantes. Ao rolar o feed, e sentir uma necessidade de participar desta trend, o pensamento que tive veio quase como uma confissão: — "Já conheci minha banda favorita, não me resta mais ninguém". Me vangloriei, afinal, enquanto a sociedade tecnológica idealizava (e realizava) encontros virtuais, o meu já havia sido realizado de maneira híbrida, mas essa frase, contudo, trazia uma exceção: Lua Valentia. Brasileira habitante de outro fuso, guardiã de um conhecimento Specular que atravessava o oceano a partir de Melbourne na Austrália. Enquanto o prompt da I.A. carregava nossas fotos, uma sentença veio a minha mente: — "Eu vou conhecê-la". Mal sabia eu que o tempo é um tecido que, quando costurado pela Verdadeira Vontade, e as vezes, pela criatividade tecnomágicka, se encurta.



Quase um ano depois, o impossível tornou-se um cotidiano de alguns dias. São Paulo, 8 de agosto de 2026, 11h da manhã. Eu estava ali, sentada ao lado de Enheduanna, com uma amiga da Specula, enquanto o vapor do meu chá de capim-limão se misturava ao rastro adocicado de seu perfume e do seu cappuccino, eu falava (ou tentava falar) sobre como a Specula e sua escrita haviam alterado a configuração de fábrica da minha alma. Poucas horas antes, ás 08h da manhã, havíamos celebrado os oito anos da servidora Ronda. A sincronicidade era absoluta: eu estava hospedada no mesmo prédio onde ela também repousava e estavamos no mesmo horário celebrando o aniversário da servidora dourada, a mais famosa do sistema Specular, eu inclusive com os amigos que carinhosamente chamo de "o quarteto" que também estavam em São Paulo, mas em locais diferentes. Ao pedir que ela desenhasse o sigilo de Ronda em meu livro, no dia do aniversário da mesma, o meu coração, indisciplinado, batia contra as minhas costelas como um pássaro enjaulado frenético pela liberdade, minha mente, antes uma biblioteca de informações levemente organizada, tornou-se em chamas, comecei a suar e sentir que estava pisando em ovos para falar: — "Lua, tantas coisas para dizer, mas estou muito nervosa!" — confessei. Ela sorriu! Aquele sorriso que desmancha resistências. Ao tocar minha mão de maneira carinhosa tentando me acalmar, a eletricidade foi imediata; a aura que eu tanto admirava pela tela era, presencialmente, uma força incrível. Ali, diante de mim, residia a doçura e, ao mesmo tempo, a sombra soberana, afinal ela sabe ser o Diabo quando a justiça exige. Nos seus olhos, reconheci o ciclo: Kore, o despertar; Perséfone, o domínio. Prometi a mim mesma não perder, vender ou doar aquele livro.



O dia, que já começara pleno e mágic(k)o, desdobrou-se em uma noite que parecia escrita por entes noturnos. Oito horas depois, a Ordem Specula reunia-se no Carmilla. Regido pela organização da Rede Vamp, guiada pela elegância do Lord A e da Rainha Xendra da Dinastia Sahjaza, o evento, batizado de "IMORTAL" era um altar à estética vampírica e gótica. O salão era uma tapeçaria de luxo, o evento esbanjava beleza e elegância, os convidados se esforçaram para estar dentro do dresscode e para além do desfile do evento que houve muita brasilidade e diversidade, os convidados no geral eram um desfile a parte: perfumes marcantes, maquiagens na pele impecáveis como tintura em óleo e roupas de gala como arquiteturas efêmeras. O banquete que parecia ter um sabor de um eterno retorno, com vinhos que desafiavam o tempo, filé mignon ao molho madeira de excelente qualidade, saladas frescas e massas com queijos de alto padrão, e para completar uma sobremesa de sorvete e frutas tão doce quanto o beijo de um vampiro.

​A Rainha Xendra, em sua recepção, movia-se entre as mesas como uma maré serena de acolhimento. Mas o epicentro, para mim, era a nossa mesa. Ali, entre companheiros e simpatizantes da Specula, a vida pulsava. Dancei uma valsa improvisada com o Tio Pi ao som de Bowie, um fragmento de The Vampire Diaries ganho em realidade. Quando os primeiros acordes de Blutengel ecoaram o salão, a felicidade em mim veio como um golpe. Estávamos lá: Lua, a Ordem, os amigos, a música e a certeza de que, de todas as magias que praticamos, a mais potente é aquela que nos permite, enfim, habitar o mesmo espaço que os nossos sonhos.



​A vida, no fim, não se resume apenas a encontrar o que buscamos; é sobre a beleza de perceber que, enquanto olhávamos para o horizonte, o milagre já estava ao alcance da mão, servindo-nos vinho e desenhando sigilos na nossa história.

Um brinde a Specula! Vtanilla! Choyofaque!

Erox LESSA lalu ✨️🧿👑


 
 
 

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