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HADES


A grande maioria das pessoas tem pelo menos um vago conhecimento do deus grego Hades, devido ao seu retrato em filmes hollywoodianos, que vão desde adaptações da Disney do mito de Hércules à série Percy Jackson, e até mesmo o remake mal concebido dos anos 80, o clássico Confronto de Titãs.


Em todas essas representações cinematográficas, Hades aparece como uma caricatura unidimensional da vilania, e sempre no papel de um antagonista ou adversário tanto dos heróis quanto dos deuses. Embora Hades mantenha seu papel de deus da morte e do submundo, as aparições do deus na mídia moderna revelam uma visão extraordinariamente pouco sofisticada da mitologia grega que pretendem exibir. Hades, apesar de reinar supremo sobre os mortos, nunca é classificado como oponente dos deuses nas tradições helênicas autênticas. Pelo contrário, Hades é o irmão régio de Zeus e um aliado dos deuses. Hades ocupa um papel que enche os mortais de pavor, pois, como rei do submundo, sua tarefa é tão necessária quanto desagradável. Como tal, é óbvio que os mortais insultariam Hades por separá-los de seus entes queridos e trazer tristeza à humanidade. No entanto, representações contemporâneas de Hades como vilão não são derivadas de fontes gregas, mas são, em vez disso, uma corrupção perpetrada por influências do Oriente Médio e do Cristianismo.

Embora não seja um antagonista dos olimpianos, o rosto que Hades apresenta ao homem é aterrorizante, não em um sentido monstruoso, mas porque instila nos mortais o medo supremo do desconhecido e o pavor existencial profundo de um vazio escuro e insondável sem fim. Hades também é conhecido como Ais, Aides ou Aidoneus, cujo significado original é "invisível", o que implica que como o final da vida, ele está fora da esfera da percepção mortal comum e não pode ser visto, até depois da morte ou durante momentos em que se está perto da morte.

The Path Of Shadows: Cthonic Gods, Oneiromancy and Necromancy in Anciet Greece, de Gwendolyn Tauton.

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